O constante avanço nesse setor é um importante aliado para a segurança de todos.
Presentes diariamente em nossos feeds das redes sociais e nos telejornais, roubos, invasões e outros crimes criam medos factuais e constantes. Porém, com o avanço da tecnologia em segurança, a identificação de criminosos e, principalmente, a prevenção de situações desagradáveis vem se tornando mais frequente e acessível. Desta forma, dispositivos de vigilância como câmeras tradicionais e com reconhecimento facial vêm se aperfeiçoando e abastecem o mercado, atendendo as necessidades de patrimônios privados ou públicos.
De acordo com a Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), em 2021 foram movimentados cerca de R$ 9,4 bilhões dentro do setor. Este número representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior e a expectativa para os valores finais de 2022 são ainda maiores e já estão sendo apurados pela Associação.
O crescimento se deve, principalmente, aos avanços dos gadgets com soluções artificiais que, por vezes, são gerenciados remotamente e performam melhor em determinadas situações. No caso da prevenção de ocorrências, onde existe maior sucesso, a Polícia Metropolitana de Londres usa esta programação para monitorar áreas específicas em busca de procurados ou pessoas que possam representar risco para o público. Conforme a tecnologia avança, Estado e instituições avaliam formas de coletar dados e transformá-los em ações de segurança.
Êxito nas identificações de criminosos
Um case de sucesso do uso dessas ferramentas de vigilância se deu recentemente na região metropolitana de Salvador, Bahia, quando a Secretaria de Segurança Pública alcançou a marca de 600 capturas de criminosos foragidos através do sistema de reconhecimento facial da cidade. O projeto implantado em 2018 está em expansão pelo Estado e foi responsável por identificações complicadas, como um folião vestido de mulher, com maquiagem e peruca. Ele era acusado de homicídio.
A chave do êxito dessa operação está no investimento, de aproximadamente R$ 665 milhões em todas as regiões do Estado, e também no uso de equipes de rua treinadas para aplicação e fiscalização desses novos processos.
Já em São Paulo, capital, a atual gestão da Prefeitura prometeu investir R$ 140 milhões na instalação de 20 mil câmeras de reconhecimento facial na cidade até 2024. Na rede de metrô, o recurso já virou realidade no trecho da Linha Vermelha. São cerca de 1.400 equipamentos instalados desde novembro de 2022, que identificam os rostos dos usuários e cruzam informações com bases de dados públicos, podendo emitir alertas em tempo real para a Polícia Militar.
E como funciona nas empresas privadas?
Na área de segurança patrimonial, os alertas emitidos vão diretamente para a equipe 24 horas das Centrais de Monitoramento, como a CMO (Central de Monitoramento Operacional) DELPHOS, por exemplo. Utilizando recursos inteligentes, como o botão de pânico, e aplicativos de geolocalização, os profissionais treinados auxiliam remotamente os colaboradores que estão nos postos agindo e/ou prevenindo situações emergenciais.
Se, antes, com os sistemas sem reconhecimento facial, as câmeras eram capazes de capturar imagens de pessoas suspeitas e passantes, concedendo argumentos e fatos para retaliar ações suspeitas, a evolução constante destes equipamentos e profissionais tende a aperfeiçoar cada vez mais a nossa segurança pública e privada.
Matéria originalmente publicada no G1. Clique aqui para conferir.