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Cresce a procura por tecnologia para reforçar a segurança em condomínios

Atualmente, existem inúmeras ferramentas para serem aliadas ao trabalho dos profissionais.


A crescente sensação de insegurança contribui para o aumento da procura por recursos de tecnologia em condomínios. A tendência é notada principalmente em condomínios residenciais, onde a ocorrência de invasões, golpes e abordagens na entrada vêm preocupando moradores e síndicos.

As já tradicionais cancelas e câmeras de monitoramento estão sendo reforçadas e complementadas com tecnologias mais robustas como leitor facial, biometria, cerca virtual e monitoramento inteligente, que servem para intimidar os criminosos e, como consequência, aumentar a segurança.

A pandemia também teve um papel nessa tendência crescente, com equipamentos touchless (nos quais não é preciso tocar nada) e câmeras com reconhecimento facial que permitem a entrada somente de pessoas autorizadas nos condomínios.

Para Maurício Carraro, Diretor de Operações da DELPHOS, empresa especializada em Segurança, Tecnologia e Facilities Services em Jundiaí (SP), as tecnologias disponíveis atualmente são inúmeras e, por vezes, seu desenvolvimento decorre do aprimoramento das já existentes. “Porém, o profissional e as empresas atentas unem sistemas para gerar serviços e resultados, pois, por si só a tecnologia não realiza entregas factíveis ao usuário”, explica.

“O importante é trabalhar de fora para dentro e não ao contrário, como ocorre na maioria das situações, onde o que é tratado é a sensação do usuário e não o nível de dificuldade gerado ao criminoso”, ressalta.

Um ponto a ser destacado é que os condomínios, quando não são bem assessorados, podem acabar investindo muito dinheiro em sistemas que atendem mais o desejo de quem os vende do que a real necessidade do usuário.

“É muito comum, por exemplo, que condomínios coloquem câmeras e mais câmeras distribuídas pela sua área, convergindo as imagens para uma portaria”, exemplifica Carraro. Mas lá, segundo ele, espera-se que o profissional realize todas essas tarefas: atenda os visitantes, faça a triagem de acesso junto aos moradores, receba correspondências, confira as mercadorias dos moradores, fora as desinteligências entre moradores nos dias de festas, listas de convidados… E, além disso tudo, esteja acompanhando pelos monitores ali existentes com as imagens geradas pelas câmeras de segurança distribuídas pelo condomínio. A tarefa torna-se praticamente impossível!

Monitoramento inteligente

A partir dessa situação, a DELPHOS criou, há dois anos, durante o pior momento da pandemia, a CMO – Central de Monitoramento Operacional, reunindo tecnologias que até então funcionavam de forma isolada, como alarmes, desempenho de porteiros e vigilantes, imagens de câmeras de segurança etc.

“Posteriormente convergimos tudo em um sistema que gerou a robustez necessária para que nossos gerentes de contratos atuassem sobre dados, levando aos clientes indicadores reais quantitativos e qualitativos das entregas efetuadas pelas nossas equipes”, explica Carraro. Esse sistema foi denominado SGD – Sistema de Gestão DELPHOS, que hoje atende cerca de 30% dos clientes, afastando a habitual intangibilidade que permeia a segurança privada.

A principal vantagem da CMO é administrar parâmetros em tempo real, detectando anomalias assim que elas acontecem, interagindo com as equipes nos postos e compartilhando tudo com os inspetores e supervisores.

“Com isso reduzimos etapas, eliminamos fatos desnecessários (a famosa ‘fumaça’) e assim passamos a entregar aos nossos clientes dados reais e tangíveis para um real planejamento de segurança”, resume Carraro.

Para ele, segurança não se mede quando há uma ocorrência, e sim no dia a dia, para que as ameaças sejam evitadas. “Por isso é importante investir e não gastar. A segurança, independentemente do nível desejado, somente existirá se houver condição de realização e mensuração das entregas”.


Matéria originalmente publicada no G1. Clique aqui para conferir.